
Duas cousas te pedi; não mas negues, antes que morra:
Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza: mantém-me do pão da minha porção de acostume; para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o Senhor? Ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão. (Pv-30:7-9).
Amados, sabemos que o evangelho da prosperidade, nos termos e propósitos para os quais são pregados, os textos são bíblicos, mas, não tem base pactual pra cumprir suas promessas. Porém Deus não está comprometido com os Cristãos com base na aliança mosaica da prosperidade previstas em (Deuteronômio -28:1-14), visto que no o mesmo capitulo está previsto não só benções, mais também maldições; conforme (versículos - 15-68) –“Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz do Senhor, teu Deus, não cuidando em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos que, hoje, te ordeno, então, virão todas estas maldições sobre ti e te alcançarão: Maldito será tu na cidade e maldito serás no campo. Maldito o teu cesto e a tua amassadeira. Maldito o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas. Maldito serás ao entrares e maldito, ao saíres. O Senhor mandará sobre ti a maldição........................) O mais engraçado é que este é um dos textos que mais seduzem os pregadores de benção; claro que eles não são loucos de falar ao povo que o Deus que abençoa, também amaldiçoa os infiéis. (Dt-31:15-20). Se as nossas benções estivessem condicionadas ao pacto desta lei, nós estaríamos fritos, porque até teríamos como ouvir os seus mandamentos, mas, não teríamos como guardar os seus estatutos e juízos previstos em (Ex-21,22 e 23), visto que não somos nação de Israel. Por tanto tudo que os pregadores da prosperidade falam, não passam de falácia e heresia de perdição; tudo não passa de uma exploração da fé de um povo ingênuo e ignorante espiritual; pois a tal prosperidade só se cumpre na vida pessoal e ministerial dos seus pregadores, eles, sim, a cada dia estão mais ricos e poderosos, e o povo sofrido que tanto esperam algo vindo destas fantásticas promessas, nada ou pouco recebem; e o pior, como disse Jesus: quem não sabe ouvir, até o pouco que tem se perde; porque não possuindo nada, mas, assim mesmo deixa o pouco que tem, nas mãos destes farsantes em forma de propósitos ou votos nas campanhas de milagres, buscando curas ou prosperidade, na tentativa de resolver os seus problemas existenciais, sem nada consegui.
Porém, protestar contra este falso evangelho, usando versículos bíblicos com interpretação errada, não seria o mais acertado. Não podemos esquecer que só a verdade pode libertar (Jo-8:32). O povo tem sido roubado porque se nega a conhecer a verdade (Os-4:6). Tenho observado as pregações e os site (Blogss) de alguns homens de Deus, que são íntegros e sinceros no que pregam e vivem; porém, tem cometido erros graves, na interpretação de textos bíblicos; principalmente quando tentam contestar este falso evangelho das heresias da “prosperidade”. Precisamos tomar muito cuidado na hermenêutica, para não confundi mais a cabeça do nosso povo.
Estarei colocando como exemplo alguns textos bíblicos que tem sido comumente usado pra contestar a teologia da prosperidade.
Os contestadores alegam pela interpretação destes textos, que Deus é contra as riquezas e qualquer coisa liga ao dinheiro, alguns chega até dizer que as riquezas e o dinheiro é uma maldição para o povo de Deus, outros dizem, que os servos de Deus não precisam de prosperidade, porque a prosperidade deles é Jesus, ou está em Jesus; até chegam citar alguns bens que eles alegam não mais precisarem: como casa própria, carro, bons salários ou sucesso em seus negócios “prosperidade”, alegam que foram chamados para renunciarem “tudo” em suas vidas. Tomando como referencia o capitulo de Atos dos apóstolos –( 2:42-47 – 4:32-35). Dizendo mais ainda; que Jesus segundo estes textos que irei colocar como exemplo, condenou todo e qualquer tipo de riqueza ou qualquer bem material, inclusive o dinheiro; é isto que temos visto nas pregações e nos sites dos chamados tradicionais; os que contestam o evangelho da prosperidade.
Exemplo de interpretação para contestar a teologia da prosperidade:
1º)- O que devemos interpretar quando lemos Lucas-6:20,24,25 –Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus. Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis fartos. Mas ai de vós, ricos! Porque já tendes a vossa consolação. Ai de vós, os que estais fartos, porque tereis fome. Ai de vós, os que agora rides, porque vos lamentareis e chorareis.
Eu lhe faço uma pergunta: Será que Jesus está falando contra os ricos e suas riquezas, ou ele está fazendo um paralelo entre a pobreza e a riqueza, diante das injustiças praticadas neste mundo de egoístas? Uma coisa eu tenho certeza, ele não está dizendo que a pobreza e uma qualificação para se herdar o reino de Deus (V-20b), não, pobreza de bens materiais, com certeza não! Mas, sim, as bem-aventuranças estão para os pobres de espírito; ou seja, os que, possuindo ou não possuindo os recursos deste mundo; são totalmente dependentes e carentes da providencia divina. (Sl-70:1-5 – Eu, porém, estou aflito e necessitado; apressa-te por mim, ó Deus. Tu és o meu auxilio e o meu libertador; Senhor, não te detenhas. Mt-5:3 – Bem-aventurado os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus). “Davi com certeza não tinha nenhum problema de ordem material ou financeira, mais si considerava um pobre necessitado de Deus”.
Quando lemos Mateus -6:19-21,24 –Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.
Que tipo de tesouro Jesus sugeriu que deveríamos não ajuntar na terra, mas, sim, no céu? Só pra lembrar, ele iniciou este capitulo ensinando aos discípulos à forma correta de se dar esmolas. Como bem-aventurado é dra, do que receber! Certamente, não si pode dar o que não possuímos, ainda que tudo pertença a Deus (1Cr-29:1-19). Nisto concluímos que sem prosperidades “recurso financeiro” não poderemos fazer a vontade de Deus, ou cumprir os compromissos da sua obras nesta terra.
Qual a conclusão que você pode tirar da parábola do mordomo infiel? Lucas- 16:1-8 – Onde Jesus descreve a deslealdade de um homem, para com os bens do seu senhor; porém, quando foi descoberto, este usou de prudência pra sobreviver a eminente situação e tomou atitude pra prever o seu futuro. V-8 –E elogiou o senhor o administrador infiel porque se houvera atiladamente, porque os filhos do mundo são mais hábeis na sua própria geração do que os filhos da luz.
Observem o que Jesus disse para os seus discípulos: V-9,10,11,12 –E eu vos recomendo: das riquezas de origem iníqua fazei amigos; para que, quando aquelas vos faltarem, esses amigos vos recebam nos tabernáculo eternos. Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é justo no pouco também é justo no muito. Se, pois, não vos tornartes fiéis na aplicação das “riquezas” de origem injusta, quem vos confiará a verdadeira “riqueza”? Se não vos tornartes fiéis na aplicação do alheio, quem vos dará o que é vosso?
Observem que as riquezas “dinheiro” citados pelo Senhor Jesus neste texto, tinha o propósito de garantir aos que fossem fiéis na sua aplicação no tempo presente, um galardão no céu, pelo testemunho dos que receberam através dos fiéis uma benção provinda das suas riquezas terrenas, sejam elas pouca ou muita. Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele (1Tm-6:7).
Será que Jesus é contra as riquezas, ou a má aplicação delas? Eu sei, você vai dizer que eu não falei do Jovem rico que perdeu a sua salvação!
Lucas – 18:18-23 – Ouvindo-o Jesus, disse-lhe: Uma coisa te falta: Vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois, vem e segue-me. Mas, ouvindo ele estas palavras, ficou muito triste, porque era riquíssimo. V-24 – E Jesus, vendo-o assim triste, disse: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! Porque é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um “rico” no reino de Deus.
Será que Jesus disse que os ricos não entrarão no reino de Deus, ou não se salvarão? Creio que não! É, só verificar a resposta do Senhor, dada a pergunta do V-26 – E os que ouviram disseram: Sendo assim, quem pode ser salvo? V-27 – Mas ele respondeu: Os impossíveis dos homens são possíveis para Deus. E, isto ficou provado no capitulo -19 deste mesmo evangelho: A salvação do rico cobrador de impostos por nome: Zaqueu o publicano. Sem falar em Nicodemos e José de Arimatéia entre outros que mesmo sendo ricos, alcançaram a graça salvadora.
Textos como Lc-12: 13-21 – Jesus rejeitou o pedido do jovem, quanto à herança do seu irmão, pois o Senhor achou aquela atitude de avarenta. E propôs uma parábola, sobre um homem agricultor que havia plantado e colhido muito, a ponto de não ter onde guardar; após ele resolver este problema de estoque dos seus grãos, disse pra si mesmo: Então direi a minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, como, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.
Mas, uma vez eu lhes faço a mesma pergunta, nesta parábola Jesus está condenando o trabalho bem sucedido? Está ele condenando a abundancia de grãos de uma colheita, ou a atitude precavida do agricultor em guardar o fruto do seu trabalho? Obviamente que não! Ele estava condenando a atitude do homem que estava colocando nos seus bens terrenos, a sua segurança e não na providência de Deus; mesmo porque devemos lembrar, que o Senhor estava combatendo não a riqueza, mais sim, a avareza. “Disse o homem: Então direi a minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, como, bebe e regala-te. Uma atitude totalmente egoísta, e condenada por Deus”.
Porém, nada comprovam que Deus é contra ou a favor das riquezas terrenas, e que suprimiu estas, só pra proporcionar ao seu povo apenas as riquezas espirituais ou celestiais. Deus em nenhum momento, disse que prefere pobres em detrimento dos ricos; mesmo porque, Deus não faz acepção de pessoas.
Precisamos ter temor de Deus para interpretar a sua palavra. verdadeiramente, ele não previu riquezas para os seus servos da Nova Aliança, mas, ele sempre será um abençoador e provedor de todas as necessidades do seu povo. (Mt-6:25-34 – Mt-7:7-11 – Fl-4:10-19).
Neste plano da existência humana, precisamos de saúde pra trabalhar, e de um trabalho digno que prospere, precisamos prosperar, a prosperidade traz os frutos do trabalho honesto que glorifica ao nosso Deus, visto que é através do trabalho é que sustentamos a obra do Senhor, com dízimos e ofertas e outra doações espontâneas, que não poderão vir de outra maneira se não for da prosperidade do nosso trabalho.
Eu pergunto, será que os amado e honrados pastores, já tomaram posse dos seus templos, as suas igrejas são próprias, ninguém paga aluguel ou impostos? Não tem nenhum tipo de despesas, não lidam com dinheiro? Será que todos já estão repartindo os seus bens particulares como “Zaqueu” o fez com os pobres? Será que os “Dízimos e ofertas” estão sustentando os órfão e as viúvas das suas comunidades? Andam a pé, pois dizem não precisarem de carro? Moram no templo como o sacerdote Eli, pois dizem não precisarem de casa própria?. Pois, mesmo que sejam alugadas, terão que pagar o aluguel, com que pagarão, se não precisam de dinheiro?
Amados, com todo respeito: Heresias doutrinarias e Hipocrisias de atitudes, tem diante de Deus o mesmo peso de condenação. (Jr-23:28-30).
Não se combate o mal, com o mal, mais vença o mal, com o bem, e tratando-se de questões doutrinarias, o bem é a verdade bem interpretada.
Fuja das campanhas dos falsos profetas da prosperidade, dos mercandejadores da palavra de Deus, porque a despeito de qualquer controvérsia, quem vende pretende obter lucros, e este negocio da fé coisificada, tem proporcionado muitos lucros para os seus mercadores, “perdão” pregadores. ( Deus irá julgá-los! Fl-3:17-19 - 2Pedro -2:1-3)
Por favor, se eu estiver errado, me corrijam!
Postado Pr. J. Fábio Scofield em 19/05/2012