quarta-feira, 23 de maio de 2012

Discernindo as Escrituras - Parte I


O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos. (Os-4:6)

Amados, apesar do pouco tempo em que estamos trilhando no Caminho da verdade; temos comprovado nos dias de hoje, uma grande verdade já dita através do profeta Oséias em um período em que a Nação de Israel resistia à vontade de Deus, cometendo todo tipo de pecado, que o entristecia muito. Mas, o que mais desagradava o Senhor, era, o descaso que eles faziam da sua palavra; preferindo as revelações provindas dos falsos profetas e adivinhos, do que o conhecimento de Deus.

Temos comprovado nos nossos dias mesmo estando em outra dispensação e gozando de melhores promessas; que em termos de conhecimento da verdade, pouco ou nada mudou; visto a ignorância Bíblica do nosso povo; diz alguns historiadores que, nunca houve um tempo com maior analfabetismo bíblico, como o nosso. Poucos conseguem responder com mansidão, a quem lhes perguntar a razão da vossa esperança. Como diz o apostolo Pedro em 1Pe-3:15. Esta verdade está comprovada no comportamento dos evangélicos em rejeição aos cultos de estudo Bíblicos, e preferindo os cultos de campanhas de benção ou avivamentos e shows gospel.

Mas, o que tem me chamado à tenção, não é simplesmente o desinteresse do crente pelo estudo das Escrituras; mas, sim, a má qualidade destes ensinos. Tenho verificado a composição de algumas grades do ensino teológico ministradas pelos seminários, dentro ou fora das Igrejas; pude entender através delas, o porque de tanto desinteresse do nosso povo.

Amados, com todo respeito aos que é devido; porque certamente ainda existem homens idôneos e compromissados com Deus e sua palavra. Mas, é lamentável, o nível de qualidade dos nossos seminários chega ser tão ruim, quanto ruim é o nível do nosso ensino secular. Sei que a comparação pode ser meio esdrúxula, porem, tratando-se de estudo, ainda que o conteúdo seja diferente, quanto diferentes são os objetivos. Disse o apostolo Paulo que a dedicação de ser a mesma.(Rm-12:7 –Se ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina esmere-se no fazê-lo).

Infelizmente, não é o que temos visto por aí. O que temos visto e ouvido, tem nos preocupado, e muito. Porque não se resume apenas a um povo desinformado da verdade ou desinteressado dela. Mas, o pior é ver que as lideranças não discernem a verdade ou não tem interesse de trazê-la a conhecimento do povo. E por falta do conhecimento o povo perece, disse o Senhor.

Outro agravante também tem paralelo com o tempo do profeta Oséias, disse o Senhor através dele: (Os-4:7 – Quanto mais estes se multiplicaram, tanto mais contra mim pecaram; eu mudarei a sua honra em vergonha). Hoje o povo de confissão cristã evangélica tem tido um crescimento notável; mas, a “multiplicação” tem sido de baixa qualidade, a fé da maioria destes, está fora dos padrões Bíblicos desejados pelo Senhor.

Um povo que pouco lê, se lê mais não estuda, estuda, mais não medita; portanto, nada, ou quase nada, podem discernir da verdade. Ou, seja, são incapazes de discernir corretamente o que diz as Escrituras.

Também, isto não é novo, visto que os discípulos do Senhor Jesus, nos tempos apostólicos, também tinham esta dificuldade de entender os seus sermões, porque não tinha conhecimento das escrituras. Conforme-Mc-4:10-13–Mt-16:21-23 –Jo-14:1-11).

Exemplo disto é o relato dos discípulos no caminho de Emaús.

E ele lhes disse: Ó néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram!

Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória?

E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras. (Lc-24:25-27).

A razão da fé de uma pessoa tem que obrigatoriamente passar pelo âmbito do conhecimento. Sem levar em conta qualquer formação acadêmica ou teológica, temos notado que, a fé no âmbito evangélico é muito superficial independente do nível social e cultural de cada pessoa. Em termos Bíblicos, o que prova que uma pessoa é verdadeiramente Cristã, não é quanto ele pode crer, mas, sim, o quanto ele pode discernir de suas verdades.

Seja no âmbito histórico, nos atos proféticos e nas questões didáticas; (Leis e Doutrinas), sendo capaz de discernir corretamente os seus significados, através de tipologias, símbolos e figuras de linguagens. Temos visto homens de Deus, bem-intencionados com a verdade, porém, cometendo erros graves na hermenêutica de textos; por não levarem em conta as figuras de linguagem inseridas neles.

Na seqüência estaremos dando continuidade a este tema, ”DISCERNINDO AS ESCRITURAS” trazendo alguns textos onde ocorrem os maiores erros de interpretação no nosso meio.

Postado pelo Pr. J. Fábio Scofield em 23/05/2012

sábado, 19 de maio de 2012

Evangelho das Riquezas x Evangelho da Pobreza -Parte -III


Duas cousas te pedi; não mas negues, antes que morra:

Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza: mantém-me do pão da minha porção de acostume; para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o Senhor? Ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão. (Pv-30:7-9).

Amados, sabemos que o evangelho da prosperidade, nos termos e propósitos para os quais são pregados, os textos são bíblicos, mas, não tem base pactual pra cumprir suas promessas. Porém Deus não está comprometido com os Cristãos com base na aliança mosaica da prosperidade previstas em (Deuteronômio -28:1-14), visto que no o mesmo capitulo está previsto não só benções, mais também maldições; conforme (versículos - 15-68) –“Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz do Senhor, teu Deus, não cuidando em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos que, hoje, te ordeno, então, virão todas estas maldições sobre ti e te alcançarão: Maldito será tu na cidade e maldito serás no campo. Maldito o teu cesto e a tua amassadeira. Maldito o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas. Maldito serás ao entrares e maldito, ao saíres. O Senhor mandará sobre ti a maldição........................) O mais engraçado é que este é um dos textos que mais seduzem os pregadores de benção; claro que eles não são loucos de falar ao povo que o Deus que abençoa, também amaldiçoa os infiéis. (Dt-31:15-20). Se as nossas benções estivessem condicionadas ao pacto desta lei, nós estaríamos fritos, porque até teríamos como ouvir os seus mandamentos, mas, não teríamos como guardar os seus estatutos e juízos previstos em (Ex-21,22 e 23), visto que não somos nação de Israel. Por tanto tudo que os pregadores da prosperidade falam, não passam de falácia e heresia de perdição; tudo não passa de uma exploração da fé de um povo ingênuo e ignorante espiritual; pois a tal prosperidade só se cumpre na vida pessoal e ministerial dos seus pregadores, eles, sim, a cada dia estão mais ricos e poderosos, e o povo sofrido que tanto esperam algo vindo destas fantásticas promessas, nada ou pouco recebem; e o pior, como disse Jesus: quem não sabe ouvir, até o pouco que tem se perde; porque não possuindo nada, mas, assim mesmo deixa o pouco que tem, nas mãos destes farsantes em forma de propósitos ou votos nas campanhas de milagres, buscando curas ou prosperidade, na tentativa de resolver os seus problemas existenciais, sem nada consegui.

Porém, protestar contra este falso evangelho, usando versículos bíblicos com interpretação errada, não seria o mais acertado. Não podemos esquecer que só a verdade pode libertar (Jo-8:32). O povo tem sido roubado porque se nega a conhecer a verdade (Os-4:6). Tenho observado as pregações e os site (Blogss) de alguns homens de Deus, que são íntegros e sinceros no que pregam e vivem; porém, tem cometido erros graves, na interpretação de textos bíblicos; principalmente quando tentam contestar este falso evangelho das heresias da “prosperidade”. Precisamos tomar muito cuidado na hermenêutica, para não confundi mais a cabeça do nosso povo.

Estarei colocando como exemplo alguns textos bíblicos que tem sido comumente usado pra contestar a teologia da prosperidade.

Os contestadores alegam pela interpretação destes textos, que Deus é contra as riquezas e qualquer coisa liga ao dinheiro, alguns chega até dizer que as riquezas e o dinheiro é uma maldição para o povo de Deus, outros dizem, que os servos de Deus não precisam de prosperidade, porque a prosperidade deles é Jesus, ou está em Jesus; até chegam citar alguns bens que eles alegam não mais precisarem: como casa própria, carro, bons salários ou sucesso em seus negócios “prosperidade”, alegam que foram chamados para renunciarem “tudo” em suas vidas. Tomando como referencia o capitulo de Atos dos apóstolos –( 2:42-47 – 4:32-35). Dizendo mais ainda; que Jesus segundo estes textos que irei colocar como exemplo, condenou todo e qualquer tipo de riqueza ou qualquer bem material, inclusive o dinheiro; é isto que temos visto nas pregações e nos sites dos chamados tradicionais; os que contestam o evangelho da prosperidade.

Exemplo de interpretação para contestar a teologia da prosperidade:

1º)- O que devemos interpretar quando lemos Lucas-6:20,24,25 –Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus. Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis fartos. Mas ai de vós, ricos! Porque já tendes a vossa consolação. Ai de vós, os que estais fartos, porque tereis fome. Ai de vós, os que agora rides, porque vos lamentareis e chorareis.

Eu lhe faço uma pergunta: Será que Jesus está falando contra os ricos e suas riquezas, ou ele está fazendo um paralelo entre a pobreza e a riqueza, diante das injustiças praticadas neste mundo de egoístas? Uma coisa eu tenho certeza, ele não está dizendo que a pobreza e uma qualificação para se herdar o reino de Deus (V-20b), não, pobreza de bens materiais, com certeza não! Mas, sim, as bem-aventuranças estão para os pobres de espírito; ou seja, os que, possuindo ou não possuindo os recursos deste mundo; são totalmente dependentes e carentes da providencia divina. (Sl-70:1-5 – Eu, porém, estou aflito e necessitado; apressa-te por mim, ó Deus. Tu és o meu auxilio e o meu libertador; Senhor, não te detenhas. Mt-5:3 – Bem-aventurado os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus). “Davi com certeza não tinha nenhum problema de ordem material ou financeira, mais si considerava um pobre necessitado de Deus”.

Quando lemos Mateus -6:19-21,24 –Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.

Que tipo de tesouro Jesus sugeriu que deveríamos não ajuntar na terra, mas, sim, no céu? Só pra lembrar, ele iniciou este capitulo ensinando aos discípulos à forma correta de se dar esmolas. Como bem-aventurado é dra, do que receber! Certamente, não si pode dar o que não possuímos, ainda que tudo pertença a Deus (1Cr-29:1-19). Nisto concluímos que sem prosperidades “recurso financeiro” não poderemos fazer a vontade de Deus, ou cumprir os compromissos da sua obras nesta terra.

Qual a conclusão que você pode tirar da parábola do mordomo infiel? Lucas- 16:1-8 – Onde Jesus descreve a deslealdade de um homem, para com os bens do seu senhor; porém, quando foi descoberto, este usou de prudência pra sobreviver a eminente situação e tomou atitude pra prever o seu futuro. V-8 –E elogiou o senhor o administrador infiel porque se houvera atiladamente, porque os filhos do mundo são mais hábeis na sua própria geração do que os filhos da luz.

Observem o que Jesus disse para os seus discípulos: V-9,10,11,12 –E eu vos recomendo: das riquezas de origem iníqua fazei amigos; para que, quando aquelas vos faltarem, esses amigos vos recebam nos tabernáculo eternos. Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é justo no pouco também é justo no muito. Se, pois, não vos tornartes fiéis na aplicação das “riquezas” de origem injusta, quem vos confiará a verdadeira “riqueza”? Se não vos tornartes fiéis na aplicação do alheio, quem vos dará o que é vosso?

Observem que as riquezas “dinheiro” citados pelo Senhor Jesus neste texto, tinha o propósito de garantir aos que fossem fiéis na sua aplicação no tempo presente, um galardão no céu, pelo testemunho dos que receberam através dos fiéis uma benção provinda das suas riquezas terrenas, sejam elas pouca ou muita. Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele (1Tm-6:7).

Será que Jesus é contra as riquezas, ou a má aplicação delas? Eu sei, você vai dizer que eu não falei do Jovem rico que perdeu a sua salvação!

Lucas – 18:18-23 – Ouvindo-o Jesus, disse-lhe: Uma coisa te falta: Vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois, vem e segue-me. Mas, ouvindo ele estas palavras, ficou muito triste, porque era riquíssimo. V-24 – E Jesus, vendo-o assim triste, disse: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! Porque é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um “rico” no reino de Deus.

Será que Jesus disse que os ricos não entrarão no reino de Deus, ou não se salvarão? Creio que não! É, só verificar a resposta do Senhor, dada a pergunta do V-26 – E os que ouviram disseram: Sendo assim, quem pode ser salvo? V-27 – Mas ele respondeu: Os impossíveis dos homens são possíveis para Deus. E, isto ficou provado no capitulo -19 deste mesmo evangelho: A salvação do rico cobrador de impostos por nome: Zaqueu o publicano. Sem falar em Nicodemos e José de Arimatéia entre outros que mesmo sendo ricos, alcançaram a graça salvadora.

Textos como Lc-12: 13-21 – Jesus rejeitou o pedido do jovem, quanto à herança do seu irmão, pois o Senhor achou aquela atitude de avarenta. E propôs uma parábola, sobre um homem agricultor que havia plantado e colhido muito, a ponto de não ter onde guardar; após ele resolver este problema de estoque dos seus grãos, disse pra si mesmo: Então direi a minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, como, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.

Mas, uma vez eu lhes faço a mesma pergunta, nesta parábola Jesus está condenando o trabalho bem sucedido? Está ele condenando a abundancia de grãos de uma colheita, ou a atitude precavida do agricultor em guardar o fruto do seu trabalho? Obviamente que não! Ele estava condenando a atitude do homem que estava colocando nos seus bens terrenos, a sua segurança e não na providência de Deus; mesmo porque devemos lembrar, que o Senhor estava combatendo não a riqueza, mais sim, a avareza. “Disse o homem: Então direi a minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, como, bebe e regala-te. Uma atitude totalmente egoísta, e condenada por Deus”.

Porém, nada comprovam que Deus é contra ou a favor das riquezas terrenas, e que suprimiu estas, só pra proporcionar ao seu povo apenas as riquezas espirituais ou celestiais. Deus em nenhum momento, disse que prefere pobres em detrimento dos ricos; mesmo porque, Deus não faz acepção de pessoas.

Precisamos ter temor de Deus para interpretar a sua palavra. verdadeiramente, ele não previu riquezas para os seus servos da Nova Aliança, mas, ele sempre será um abençoador e provedor de todas as necessidades do seu povo. (Mt-6:25-34 – Mt-7:7-11 – Fl-4:10-19).

Neste plano da existência humana, precisamos de saúde pra trabalhar, e de um trabalho digno que prospere, precisamos prosperar, a prosperidade traz os frutos do trabalho honesto que glorifica ao nosso Deus, visto que é através do trabalho é que sustentamos a obra do Senhor, com dízimos e ofertas e outra doações espontâneas, que não poderão vir de outra maneira se não for da prosperidade do nosso trabalho.

Eu pergunto, será que os amado e honrados pastores, já tomaram posse dos seus templos, as suas igrejas são próprias, ninguém paga aluguel ou impostos? Não tem nenhum tipo de despesas, não lidam com dinheiro? Será que todos já estão repartindo os seus bens particulares como “Zaqueu” o fez com os pobres? Será que os “Dízimos e ofertas” estão sustentando os órfão e as viúvas das suas comunidades? Andam a pé, pois dizem não precisarem de carro? Moram no templo como o sacerdote Eli, pois dizem não precisarem de casa própria?. Pois, mesmo que sejam alugadas, terão que pagar o aluguel, com que pagarão, se não precisam de dinheiro?

Amados, com todo respeito: Heresias doutrinarias e Hipocrisias de atitudes, tem diante de Deus o mesmo peso de condenação. (Jr-23:28-30).

Não se combate o mal, com o mal, mais vença o mal, com o bem, e tratando-se de questões doutrinarias, o bem é a verdade bem interpretada.

Fuja das campanhas dos falsos profetas da prosperidade, dos mercandejadores da palavra de Deus, porque a despeito de qualquer controvérsia, quem vende pretende obter lucros, e este negocio da fé coisificada, tem proporcionado muitos lucros para os seus mercadores, “perdão” pregadores. ( Deus irá julgá-los! Fl-3:17-19 - 2Pedro -2:1-3)

Por favor, se eu estiver errado, me corrijam!

Postado Pr. J. Fábio Scofield em 19/05/2012

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Evangelho das Riquezas x Evangelho da Pobreza -Parte -II


Duas cousas te pedi; não mas negues, antes que morra:

Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza: mantém-me do pão da minha porção de acostume; para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o Senhor? Ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão. (Pv-30:7-9).

Amados e servos do Deus altíssimo; esta postagem em duas partes tem o propósito de comprovar o erro que se tem cometido na interpretação de alguns temas Bíblicos. Nesta oportunidade, estamos dando continuidade às questões que se referem à controvérsia entre duas vertentes do cristianismo evangélico: “Os Neopentecostais x Os Tradicionais” e suas mensagens: O evangelho das riquezas x O evangelho da pobreza.

Deus é contra ou a favor das riquezas?

Ser pobre é uma qualidade pra herdar o reino dos céus?

Os Neopentecostais são como todos nós já sabemos; aquelas denominações pós-modernas,que pregam entre outras coisas, o evangelho da prosperidade, propondo curas, libertação, prosperidade e restauração em todas as áreas da vida humana; com uma proposta muito interessante; dizem eles: ”Não importa a sua religião, Deus tem uma vitória pra você, basta tão somente crer”. Tema este, que certo ou errado, bíblico ou antebíblico; tem sido a mola mestra para o grande e fenomenal crescimento destas denominações; nem mesmo o movimento gospel, o evangelho dos fãs e não dos Cristãos, porque cristão é servo, e servo tem Senhor, quanto aos seguidores do movimento gospel, estes tem ídolos seguidos de uma multidão de fãs e tietis. Alias, existem três coisas que exerce um grande fascínio sobre os brasileiros: Futebol Musica e falsas religiões. Estas três atividades são onde se movimenta a maior soma de dinheiro neste país. E, o mais engraçado de tudo isso, é, que, este suposto evangelho da prosperidade, é, totalmente anti-reforma, pois os reformistas tinham como tema central de seu protesto “a salvação pela graça, mediante a fé”, e não a prosperidade pela fé. Protestamos contra as indulgências e a fé pragmática do Catolicismo Romano; e o que hoje vemos, é igual ou até pior. Creio que como diz o ditado: o feitiço virou contra o feiticeiro.

Que no caso desses, foi até bom; o que seria para ser uma maldição, virou uma benção tremenda; pelo menos, no que diz respeito a estes feiticeiros, perdão! “Pregadores da prosperidade”, pelo menos para eles, este evangelho tem dado muito certo, a coisa funciona mesmo; visto o grande império denominacional que eles tem construído, e as sua riquezas são incontestáveis; contra fatos não há argumento. Em outros tempos teriam feito Asafe escorregar de vez (Sl-73:1-12), ou Jeremias se calar diante de tanta prosperidade, em vista da sua eminente pobreza (Jr-12:1-3).

O que mais me entristece em tudo isso, é saber que o evangelho é, e sempre será o ópio dos pobres, a esperança dos marginalizados nesta sociedade capitalista e desumana; onde o escape é a fé, não a fé na salvação da alma, ou a fé no porvir; mas, sim, a fé no agora, no já, no existencial, uma fé coisificada, estimulada pelos lobos e cães que não tem dor das ovelhas, e por conhecer a ignorância bíblica deste povo; são tomados de torpe ganância fazendo delas um cliente dos seus mercados da fé; que para muitos deles, é o show da fé, ou a grande manifestação do poder de Deus, através das suas infindáveis campanhas. (2Pedro-2:1-3). E, nisto tudo, o mais chocante é saber que suas mensagens têm conteúdo bíblico; eles pregam usando textos do Antigo Testamento, nos quais Deus fez grandes promessas de prosperidade e riquezas ao seu povo; Exemplos: Gn-12:1-5 – Gn-26:12-14 -Gn-28:10-22 –Dt-28:1-14 -Ag-2:6-8 –Is: 45:1-4; e muitos outros versículos, que são bíblicos, sim? Foi Deus quem fez estas promessas, Sim? A questão é, elas se cumprirão hoje? O crente em Cristo Jesus, terá condições de cumprir as condicionais previstas nestas promessas, visto que todas estavam condicionadas a um pacto da antiga aliança?

Creio que não! Mesmo porque, na nova aliança em Cristo, Deus não previu nenhum tipo de prosperidade ou riquezas materiais para os seus servos com base no sacrifício de Cristo, visto que aceitar a justificação pelo sacrifício de Cristo, consiste, em fé, arrependimento e renuncia, pois, as benções previstas nesta dispensação ou aliança, não são terrenas, mas, sim, celestiais.(Rm-8:14-19 - Ef-1:3- 14 –Hb-8:6-13 –Hb-9:11-28).

Na próxima postagem, se Deus nos permitir, estaremos abordando as questões que si referem ao que chamamos de evangelho da pobreza.

Trataremos das mensagens pregadas pelas denominações que chamamos de tradicionais, os que protestam contra o evangelho da prosperidade.

Postado pelo Pr. J. Fábio F. Scofield em 17/05/2012


quinta-feira, 3 de maio de 2012

À busca da Shequiná



“Rogo-te que me mostres a tua glória” (33.18).

Cristãos e pregadores baseados neste texto anelam por ver a glória de Deus imaginando uma manifestação de fogo, escuridão, arrepios pelo corpo, chuvas, ventos, saraiva etc. Uma palavra moderna para glória comumente usada éshequinah, no entanto, este autor passou um pente-fino em toda a Bíblia buscando encontrar a palavra shequinah no hebraico e não a encontrou. Quando aparece glória referindo-se a Deus, na maioria dos textos do AT échabode. Existem 16 palavras traduzidas como glória, 10 no AT e nenhuma palavra hebraica como shequinah. Desconfio de que esta palavra tem origem na cabala judaica e faça parte do hebraico moderno, jamais do texto hebraico! No NT a que mais se apropria à glória de Cristo e de Deus é Doxa.

Chabode (glória) é a mesma palavra usada para pesar o ouro. O valor do ouro está na sua pureza e usa-se a palavra quilate para medir peso e qualidade.Chabode é usada em relação à glória de Deus, porque revela seu caráter. Foi assim que Deus se manifestou a Moisés. Este pensava em ver a glória de Deus e Deus lhe respondeu: “Farei passar toda a minha bondade diante de ti e te proclamarei o nome do SENHOR; terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia e me compadecerei de quem eu me compadecer” (33.19 cp. c/ 34.6-7).

Neste último texto é Deus quem fala com Moisés: “E passou diante de Moisés, proclamando: SENHOR, SENHOR, Deus compassivo e misericordioso, paciente, cheio de amor e de fidelidade, que mantém o seu amor a milhares e perdoa a maldade, a rebelião e o pecado. Contudo, não deixa de punir o culpado; castiga os filhos e os netos pelo pecado de seus pais, até a terceira e a quarta gerações”.

Desta feita Moisés ficou quarenta dias e quarenta noites! (34.28).

Esta é a glória de Deus! O seu caráter! O Rei e Senhor de toda a terra tem como glória o caráter de misericórdia! Os rabinos dizem que Deus tem dois tronos sobre os quais se assenta. Quando está muito irado, assenta-se no trono da misericórdia!

Moisés ficou numa fenda da rocha e Deus colocou sua mão tapando a entrada de luz deixando-o em completa escuridão. Solen Asch em sua obra Moisés afirma que Deus da fenda da rocha abriu uma fenda diante de Moisés para a eternidade.

Se alguém que conhece melhor o texto hebraico da Bíblia puder me mostrar onde aparece à palavra Shequiná no AT humildemente me renderei e publicarei seu comentário.

Extrato do comentário ao livro de Êxodo feito pelo autor

Postado pelo Pastor João A. de Souza Filho 01/05/2012

Adaptado pelo Pr. J. Fábio F. Scofield em 03/05/2012

quinta-feira, 19 de abril de 2012

“Evangelho das Riquezas x Evangelho da Pobreza”Parte - I


Porque assim diz o Senhor dos Exércitos: Passará pouco tempo e eu farei abalar os céus, a terra, o mar e a terra seca.

Eu sacudirei todos os povos; e virão todas as preciosidades de todas as nações, e eu encherei esta casa de glória, diz o Senhor dos Exércitos. A prata e o ouro me pertencem, diz o Senhor dos Exércitos. (Ag-2:6-8).

Iremos abordar este tema em duas etapas; e nesta primeira parte, trataremos da questão das benções de Riquezas e Prosperidade.

Amados, nos últimos dias temos acompanhado através dos meios de comunicações (Radio, jornais e TV), um debate entre dois seguimentos do atual cristianismo evangélico, atuante em nosso país. O evangelho sempre sofreu e sofrerá divergências e convergências em suas fileiras. A teologia tem sido largamente divulgada e acessada por pessoas de todos os níveis sociais, cultural e financeiro. Porém, isto não tem contribuído com a compreensão dos textos Bíblicos. Segundo o apostolo Paulo, em sua segunda carta a Timóteo -3:16,17 Toda a Escritura inspirada por Deus é útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça. Para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.

Parece que os atuais, homens de Deus não estão estudando as escrituras com o propósito para o qual ela foi inspirada. “Justiça e boa obra”, mas, sim, para proveito próprio; por isso tem se visto tantas distorções da verdade no nosso meio evangélico.

Esta postagem não tem a pretensão de ser a “verdade”; e nem tão pouco iremos criticar ou defender as visões teológicas praticada em nosso país.

O que pretendemos, é buscar a compreensão Bíblica de alguns temas que vem sendo largamente ministrado nos púlpitos dos dias atuais.

Temos comprovado um grande paradoxo na “fé Cristã Bíblica”: Uns pregam o “Evangelho das riquezas e outros pregam o evangelho da pobreza”. “Deus é a favor, ou contra as riquezas?”

Existe um grande debate entre duas vertentes teológicas, sobre a questão das riquezas e da prosperidade Bíblica. De um lado os Neopentecostais defensores da teologia da prosperidade, e do outro os conservadores que negam esta teologia, porque crêem que a dispensação da Nova Aliança é fundamenta em uma confissão de fé seguida de um processo de conversão, com um voto consciente de renuncia de tudo inclusive da própria vida. “Assim, qualquer de vós que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo” (Lc-14:33).

Teologia da prosperidade.

A teologia da prosperidade, e defendida pelos que pregam o “evangelho da prosperidade”, os que crêem que Deus fez promessas de prosperidade ao seu povo, e que estas promessas, são claras em toda as Escrituras, conforme este texto. ”Assim diz o Senhor a seu escolhido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para subjugar diante dele as nações, e descingir os lombos dos reis, para abrir as portas diante dele, e os portões não se fecharão. Eu irei adiante de ti, e aplanarei os lugares montanhosos; arrebentarei as portas de cobre, e arrancarei os ferrolhos de ferro. Te darei os tesouros escondidos, riquezas ocultas, para que saibais que eu sou o Senhor, o Deus de Israel, que chama pelo teu nome”. (Is-45:1-3).

Também, crêem, que por ser palavra de Deus, terá que se cumprir. “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão”.

Eles crêem assim, mesmo estando vivendo em outra dispensação, em uma nova aliança, debaixo de melhores promessas, não mais promessas terrenas, de prata ou ouro, ou qualquer coisa perecível; mas, promessas celestiais fundamentadas em Cristo, nesta vida e na vindoura. 1ª Aliança “A lei da morte” x 2ª Aliança “A graça da eternidade”.

Os que defendem a teologia da prosperidade têm, como base algumas passagens do Antigo Testamento que comprovam esta possibilidade.

A Bíblia relata em vários textos, como Deus prometeu a prosperidade, e como Deus prosperou e enriqueceu o seu povo, dentro e fora de Israel.

Quero aqui trazer alguns textos que comprovam estes fatos tão notáveis, que tem motivado os nossos irmãos da teologia da prosperidade; ao ponto de estimular o povo; a grande multidão de crentes que todos os dias lotam os templos em busca de uma benção; chegando a até mesmo, a pressionar o Senhor, ou tentar barganhar com Ele a posse da benção, através de indulgências pagas por meio de propósitos em suas infindáveis campanhas.

Exemplos Bíblicos é que não faltam!

1º) –Grande exemplo, e o mais usado pelos partidários da teologia da prosperidade, é, a chamada de Abrão: E o Senhor disse a Abrão: Sai da sua terra, de tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E eu farei de ti um grande povo; e eu te abençoarei, e engrandecerei teu nome; e tu serás uma bênção. Eu abençoarei aos que te abençoarem, e eu amaldiçoarei aqueles que te amaldiçoarem; e serão benditas em ti, todas as famílias da terra. Gn-12:1-5 – Estas promessas de benção começaram a se concretizar a partir do capitulo - Gn-13:1-6 – Observem que eles haviam enfrentado fome na terra e tiveram que descer ao Egito, mas, ao sair daquela terra, saíram ricos. (V-2) diz: Era Abrão muito rico; possuía gado, prata e ouro. E o interessante é que, Ló, não tinha parte diretamente nesta benção da promessa; mas, porque estava com Abrão, também foi ricamente abençoado: possuía rebanhos, gado e tendas. Talvez estivesse recebendo a benção prometida aos que abençoasse Abrão. (Abençoarei os que te abençoarem. V-3ª).

2º) –Exemplo - Gn-28:12-15 Aqui, vemos claramente o Senhor Deus confirmando a Jacó a posse daquela terra, e a sua proteção e suprimento até o dia em que Ele o Senhor cumprisse aquela promessa. Veja que Jacó reconheceu a promessa de Deus, e lhe fez um voto diante de um pedido de proteção e benção, inclusive lhe prometeu dar a Décima (Dizimo) parte de tudo que fosse abençoado pelo Senhor. Habitou Jacó em Padã-Arã, em casa do seu tio Labão, onde se casou com duas das suas primas; permanecendo ali durante vinte e um anos, trabalhando para o seu tio. Sofreu duras penas devido o mau caráter do seu tio; mas prosperou em tudo que fez segundo a promessa do Senhor.(Eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei voltar a esta terra, porque te não desampararei, até cumprir eu aquilo que te hei referido.( V-15). -Gn-30:37-43 – O fruto do trabalho de Jacó sobre a supervisão do Anjo do Senhor, começa a aparecer. (V-43) Diz: E o homem se tornou mais e mais rico; teve muitos rebanhos, e servas, e servos, e camelos, e jumentos.

3º) Exemplo -Fato interessante é o ocorrido com José no Egito, chegou naquela terra como escravo vendido pelos seus próprios irmãos. Gn-37:28 - Observem que a situação deste servo do Senhor era das piores possível. Mas, chegando no Egito, a sorte dele mudou. Gn-39:1-6 A Bíblia relata que José foi comprado por Potifar comandante da guarda do Faraó. O Senhor era com José, que veio a ser homem próspero; e estava na casa do seu senhor egípcio. Vendo Potifar que o Senhor era com ele e que tudo o que ele fazia o Senhor prosperava em suas mãos, logrou José mercê perante ele, a quem servia; e ele o pôs por mordomo de sua casa e lhe passou às mãos tudo o que tinha, o Senhor abençoou a casa do egípcio por amor de José; a benção do Senhor estava sobre tudo que tinha confiou às mãos de José, de maneira que, tendo-o por mordomo, de nada sabia, além do pão com que se alimentava.

A história de José estava traçada por acidentes trágicos; depois de ser vendido pelos próprios irmãos, agora como escravo, mesmo sendo bem sucedido; mais uma vez o destino lhe prega uma peça; foi assediado pela mulher de Potifar seu senhor, e injustamente lançado nas prisões (V-13-20). O Senhor, porém, era com José, e lhe foi benigno, e lhe deu mercê perante o carcereiro; o qual confiou às mãos de José todos os presos que estavam no cárcere; e ele fazia tudo quanto se devia fazer ali. E nenhum cuidado tinha o carcereiro de todas as coisas que estavam nas mãos de José, porquanto o Senhor era com ele, e tudo o que ele fazia o Senhor prosperava (V-21-23). Nem vamos falar da sua grande virada, depois destas pequenas conquistas; agora o jovem traído vendido como escravo, injustiçado pela sua senhora, esquecido pelos que receberam os seus favores, onde apesar da “prosperidade”, tudo parecia contribuir pra que a vida dele fosse um fracasso; porém, Deus estava com ele, e tudo o que ele fazia prosperava. Logo surgiu uma oportunidade inusitada. O faraó sonha com coisas horríveis e inexplicáveis, porém o jovem José, mais uma vez, provou que ele podia ser um escravo de homens, mas, servia ao soberano, Senhor dos Senhores. Resolveu os problemas do faraó e se tornou o governador do Egito.

4º)-Outro grande exemplo, foi à escolha de Salomão para reinar em lugar de Davi seu pai. 1Reis-3: - No V-5, vemos o Senhor se manifestando a Salomão em sonho: O Senhor apareceu de noite em sonho a Salomão, em Gibeão, e Deus disse: Pede o que queres e te darei. Vs-8,9 –O pedido de Salomão: Dá, pois, a teu servo um coração para que possa governar teu povo, distinguindo entre o bem e o mal, porque quem pode governar este teu povo tão grande? Vs-10-11 –Resposta de Deus: E agradou ao Senhor, Salomão ter pedido isso. E o Senhor lhe disse: Porque não pediste para ti vida longa, nem riquezas, nem a vida de teus inimigos, mas pediste sabedoria, para saber reinar. Vs-13 – E também isto que não pediste, te darei, riqueza e glória; de tal maneira que não existirá semelhante entre os reis, durante toda tua vida.

Bem, amados uma coisa não podemos negar, Segundo as Escrituras, Deus verdadeiramente prometeu prosperidade e riquezas ao seu povo, e segunda as Escrituras, Deus cumpriu a sua Palavra. Nisto os pregadores da teologia da prosperidade tem toda a razão. “A prosperidade Bíblica é uma Verdade”.

Porém, algo não está totalmente certo. Que a Bíblia fala de promessas de riquezas e prosperidade, isto é inegável, mas, quando estudarmos os textos bíblicos onde estes fatos ocorreram, verificamos que elas, não acontecem como os pregadores da teologia da prosperidade propagam. Que pelo fato de Deus ter feito estas promessas aos patriarcas e para a Nação de Israel, não significa que ficou determinado por Deus que estas benções seriam irrevogáveis. Ou Será que Deus fez alguma garantia de benção em qualquer tempo, e a qualquer pessoa, que supostamente venha tão somente acreditar Nele, e em suas promessas?

Será que os pregadores da prosperidade leram com atenção as condicionais de obediências aos mandamentos e estatutos da lei, necessários para merecer estas bênçãos, conforme Dt-28:1-14? Será que eles estão cientes, que, estas benções ainda que sejam bíblicas e venham se cumprir segunda a lei, também deverão se cumprir às maldições, também previstas para os desobedientes, segundo a mesma Lei, Vs-15-68?. Será que os pretendentes destas benções, teriam a fé de Abrão, para obedecer a Deus e abandonar a sua terra, a casa de seus pais, e seguir para uma terra que Deus iria lhes mostrar, sem saber a direção, e depois de percorrer a terra, habitar nela com seus filhos, e não tomar posse da terra. Hb-11:8-13. Será que eles seriam fieis a Deus, mesmo sofrendo as injustiças que sofreram, José no Egito, e Daniel, Ananias, Misael e Azarias na Babilônia, Para serem prósperos em tudo que fizerem?

Será que eles são tão ingênuos pra perceber, que as benções previstas para todas as famílias da terra. “Através de ti abençoarei todas as famílias da terra Gn-12:3b”, não seriam benções materiais, mas, sim, benção espirituais em Cristo Jesus. Hb-2:10-18 –Ef-1:3-14. E que toda esta fé coisificada, não passa de Utopia, falácia teológica e heresias de perdição. 2Pedro-2:1-4. Pregada para um povo, que apesar de serem crentes em Jesus Cristo, e estarem firmados em uma grade promessa, ainda assim se comportam como um povo roubado como diz o Senhor em Is-42:18-22.

"Evangelho das Riquezas x Evangelho da Pobreza" - Parte- I

postada pelo Pr. J. Fábio F. Scofield em 19/04/2012


sábado, 24 de março de 2012

Alerta aos governantes




Uzias, rei de Judá que governou nos dias de Isaías (Is 6.1) é exemplo de governo próspero em todas as áreas. Ainda jovem, aos dezesseis anos, com a morte de seu pai Amazias foi conduzido ao trono pelo povo, tornando-se um grande governante. O povo o aclamou rei de Israel (2 Cr 26.1). Por governar numa época de prosperidade seu reino se prolongou por 52 anos, mais que todos os reis que o antecederam, sendo superado apenas por Manassés anos depois que governou Israel por 54 anos.

Uzias construiu a cidade de Elate, importantíssimo porto de acesso ao golfo de Ácaba e ao mar Vermelho o que possibilitava a navegação aos mares do sul, costa da África, oceano Índico e Oriente. Reconquistou cidades antes capturadas pelos filisteus e edificou muitas torres em Jerusalém. “Porque era amigo da agricultura” (2 Cr 26.10), cavou cisternas e edificou torres no deserto e plantou vinhas e pomares em Israel. Na área militar preparou um exército de mais de trezentos mil homens. Inventor na arte da guerra “fabricou em Jerusalém máquinas, de invenção de homens peritos, destinadas para as torres e cantos das muralhas, para atirarem flechas e grandes pedras; divulgou-se a sua fama até muito longe, porque foi maravilhosamente ajudado, até que se tornou forte (2 Cr 26.15).

Depois que se tornou famoso ficou orgulhoso e achou que podia fazer experimentos em outros campos, como no campo religioso, e aí se deu mal. Resolveu oferecer pessoalmente incenso diante do altar, em frente à cortina que separava o santuário do Santo dos Santos. Os sacerdotes tentaram impedi-lo, e ele se zangou e decidiu, assim mesmo queimar o incenso. E ali diante dos sacerdotes ficou leproso. O próprio Uzias se apressou e saiu dali, e o resto de seus dias morou sozinho numa casa ao lado do palácio porque se tornara imundo. Ver o texto todo em 2 Crônicas 26.

Uzias é exemplo de líderes do governo e de presidentes que acham que, por ter o poder nas mãos podem também inferir nos assuntos religiosos e é exatamente isso o que vem acontecendo no Brasil. O governo vem se intrometendo no campo religioso e, tais líderes, por desconhecimento ou não entram numa área que não lhes compete e são feridos pela santidade de Deus; e, apesar de todos os recursos disponíveis na medicina a seu favor morrem nas mãos dos melhores médicos.

Todo líder civil que ataca a santidade de Deus, seja esta manifestada pela igreja ou por parte dela; todo líder que cria leis com o objetivo de atingir a igreja está na mira de Deus e por este será atingido a qualquer momento. Olhando por este ponto de vista pode-se descansar em Deus que ele sempre sai em defesa de seu povo.

Leis como o aborto, casamento de pessoas do mesmo sexo e adoção e fecundação de crianças por esses pares afetam a santidade de Deus e é problema desses legisladores com Deus. Obviamente que a igreja deve levantar sua voz profética através de representantes civis na Câmara e no Senado, e, mesmo que sejam aprovadas jamais o povo que teme a Deus se submeterá a elas. Porque toda autoridade procede de Deus, no entanto toda e qualquer lei que seja promulgada por essas autoridades que fira a santidade de Deus deve ser desobedecida. Compete ao governo preparar boas cadeias e ágeis tribunais para neles julgar e aprisionar os ‘desobedientes’, que como o autor deste artigo jamais se calará e defenderá sua fé até morrer.

Neste sentido enviei e-mail diretamente ao gabinete do deputado federal Jean Willis que em declarações infelizes prometeu investir e perseguir a igreja. Não foi sensível nem educado pois seu gabinete jamais respondeu ou acusou o recebimento de minha carta. A história está aí para provar o que lhes afirmo. Todos os que entraram no santuário de Deus foram por Deus julgados com enfermidades e até morte! Hoje o santuário de Deus é a igreja, lugar de sua habitação e manifestação de sua Presença.

O leitor bem informado certamente conhece casos e mais casos de governantes bem-sucedidos repentinamente vitimados por enfermidades e morte, e por pastores que sabendo das exigências do Deus Santo também profanaram o templo de Deus com seu pecado!

Talvez o leitor questione afirmando que existem pecadores no meio da igreja; existem sim, e muitos. Mas, a maioria é de pecadores arrependidos e salvos pela graça de Deus. Os que persistem no pecado também são por Deus repreendidos e posteriormente, se não se arrependerem, julgados. Existem vários episódios na Bíblia que confirmam isto. Haja vista que nas sete igrejas da Ásia mencionadas em Apocalipse Jesus é visto andando no meio delas, e algumas igrejas eram bem imperfeitas! O candelabro de Apocalipse é uma figura da presença de Deus alumiando a terra através da igreja, e ele se fazia presente também nas igrejas imperfeitas.

Mas, o que dizer de pastores da igreja que enveredam pelo campo da política? Também não tenho problemas com eles, visto que, caso tenham sido alguma vez vocacionados por Deus não é problema da denominação, e sim de Deus que os chamou, afinal, muitos deles optaram por seguirem os conselhos de Maquiavel e não veem contradição entre este e a Bíblia, quando na realidade são antagonicamente opostos!

Hoje existem muitos governantes à semelhança de Uzias que tentam oferecer incenso a Deus e se imiscuem legislando contrariamente aos princípios divinos. Deus que não está morto e a tudo ouve e vê, sempre que se sente ferido acena com a graça e a misericórdia, mas, quando rejeitado tem de agir a partir de seu trono de justiça!

Os rabinos dizem que Deus tem dois tronos: O da misericórdia e o da justiça e que, quando está muito irado senta-se no trono da misericórdia. Por enquanto Deus está sentado no trono da misericórdia, e ele sabe quando deve se assentar no trono do juízo!

5 de março de 2012 Atualidades e Política

Postado pelo Pastor João A. de Souza Filho

Adaptado pelo Pr. J. Fábio F. Scofield em 24/03/2012

terça-feira, 20 de março de 2012

"O Caminho da verdade foi blasfemado"



Existem certos assuntos, que às vezes tentamos fingir que não ouvimos ou que não nós importamos, ou que eles não nós diz respeito, tentamos passar de largo, como se não tivéssemos nada haver com isso. Em alguns casos, sim, em outros não; não podemos ficar calados diante de certas coisas que certamente nos atingirá, direta ou indiretamente; mais atingirá.

Como é o caso deste escândalo no meio evangélico, tão comentado nos últimos dias, que não é novo, mais tem tomado proporções desastrosas.

Eu não estou aqui, falando de pessoas de denominações; estou falando da tão absurda e por que não dizer “diabólica” Teologia da prosperidade, em todas as suas multiformas. Sim, quem pensa que esta tal Teologia é só praticada visando o “dinheiro” está mal informado; pois ela tem muitas faces, o dinheiro funciona apenas como atrativo humano, “essência, combustível” para que, os ministros da iniqüidade possam por ambição ao dinheiro fazer a vontade de Satanás.

Tenho certeza que estes ministros, não satisfarão só em acumular dinheiro, ou satisfazer alguns prazeres pessoais. Creio que, para a maioria deles, os dos escalões inferiores, os paus mandados, talvez, sim, porque não compreendem a dimensão do propósito desta causa satânica; que é afastar o homem da verdade Bíblica, do amor de Deus em Cristo Jesus, e do verdadeiro propósito do seu sacrifício, buscar e resgatar o perdido e trazer o pecador ao arrependimento.

O dinheiro, as posses de algumas propriedades, a fama o reconhecimento ministerial, o espaço na mídia, o suposto poder sobrenatural, pra curar, libertar e transformar as vidas dos seus fieis, o grande numero “incontestável” de seguidores, tendem a cumprir a profecia de (Mt-24:23-26), e se compararmos estes sinais e milagres com o perfil do caráter destes ministros e seus seguidores; então, creio não teremos nenhuma duvida, que estamos diante de uma maquinação satânica mascarada de evangelho e igreja de Cristo; e diante de um ministério, chamado “ministério da injustiça” proposto pelo apostolo Paulo em (2Ts-2:7-12).

Nos, porém, sabemos que no meio desta turba de ignorantes e aproveitadores espirituais, existem os remanescentes fiéis, os quais o Senhor lhe abrirá os olhos do entendimento para ver a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.

Eu não estarei fazendo nenhum comentário com relação as últimos acontecimentos, “os escândalos envolvendo grandes vultos desta tal pratica teológica” nem muito menos questionarei sobre as partes envolvidas, mesmo porque eles não são os primeiros, não são os únicos, e nem serão os últimos, visto que estamos vivendo em um período propicio a esta pratica religiosa; “a grande apostasia das verdades Bíblicas”, conforme já havia alertado o apostolo Paulo na segunda carta a (Timóteo -3:1-13 - 4:1-5), também o apostolo Pedro em sua segunda carta (2Pe-2:1-3). Tudo o que estamos vendo, não é apenas o fruto de uma falsa religião, supostamente pregada em nome do Senhor; não, tudo isso também é o fruto de um povo que tem prazer de desviar-se da verde. (Jeremias -5:30, 31).

O que eu proponho nesta postagem é expressar a minha indignação a respeito desta tal “teologia da prosperidade” tão combatida e tão praticada.

Tenho observado os praticantes e os não praticantes desta teologia, se justificando “o porque praticar e o porque não praticar”; sinceramente, tenho ficado com medo e com dúvidas; não que eu esteja em dúvida quanto a minha fé e o ministério que o Senhor me confiou; não, minhas duvidas e meus medos são, quanto as tendência do momento, “do momento”, sim, pois o evangelho, sempre viveu as suas tendências: “Castidade, santidade, revestimento de poder, fundamentalismo, tradicionalismo, mover do Espírito, batalhas espirituais, quebras de maldições. E atropelando todas elas, deste os idos de 1970, surgiu a grande teologia da prosperidade, importada da maior Nação apostata do mundo, “USA”. Eles nos apresentaram, o prospero e bem sucedido “Neopentecostalismo” com a sua teologia da riqueza e das heresias de perdição.

Foi como fogo em rastilho de pólvora, logo o país se encheu de novidades, nunca ouve um movimento que desse maior crescimento do que este, certo ou errado, 90 % das igrejas abertas e as denominações criadas nos últimos tempos, procedem deste seguimento, direta ou indiretamente, publica ou disfarçada, mas, a maioria tem um pesinho de fé na teologia da prosperidade. Quando não visam o dinheiro, em proporções elevadas, claro; mas, visam o crescimento do ministério a qualquer custo, e para isso, negligenciam a verdade, com heresias de perdição, festividades mundanas, contratando e sendo contratados como atores e artistas de palco, vendendo a palavra de Deus como mercadoria com preço pré-estabelecido, contratando pregadores de fabulas, sem nenhum temor a Deus, nenhum compromisso com a verdade, e muito menos com a salvação do povo.

E seguindo esta tendência, o evangelho se tornou o show da fé, o grande espetáculo, do poder sobrenatural das curas e milagres, tão desejado pelo povo; e neste filão, tem sido a fonte do enriquecimento ilícito dos grandes ministérios, que são vistos e reconhecidos e invejados pela proporção numérica de templos e membros que possui, e no crescente patrimônio particular de cada um. Por esta e outras razões, eles lutam entre se, travando uma batalha, que certamente não terá entre eles, vencidos nem vencedores, pois o plano do diabo, não é levá-los a um fracasso ou derrota, mas, sim, expor as suas forças ministeriais e as riquezas e eles já possui, com o intuito de motivar outros seguidores da iniqüidade, é só observá-los e verá que eles não temem se expor, muito pelo contrario, as suas riquezas são os seus trunfos para comprovar que pelo menos, pra eles esta teologia satânica tem dado certo.

Vivendo a concorrência desta desleal e “satânica doutrina”, muitos pequenos e médios ministérios, infelizmente, tem desistido da verdadeira obra de Deus e se corrompido, tentando imitá-los, sem consegui, claro. (2Pe-2:2- Muitos os seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade). Este é o grande perigo desta tal teologia da prosperidade, desacreditar e desestabilizar a verdade do genuíno evangelho de Cristo; diante de tudo isso, com tantos escândalos, que são inevitáveis, com o aumento desenfreado da iniqüidade, o amor a verdade certamente se esfriará (Mt-24:12), certamente não será fácil pregar o evangelho tendo por base o amor a verdade. Nós os que não compartilhamos com este sistema, não devemos criticar e nem cruzar os braços, devemos orar, pedindo a Deus que proteja e liberte o seu povo das astúcias e ciladas de satanás.

Quanto a estes obreiros fraudulentos; não se preocupe a Bíblia é enfática: Não erreis: Deus não se deixe escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. (Gl-6:7).

Postado pelo Pr. J. Fábio F. Scofield em 20/03/2012.